Pâmela Volp é absolvida de acusação de vender 0,5 grama de maconha por R$ 500 em presídio de Uberlândia
05/06/2026
(Foto: Reprodução) Pâmela Volp Rodrigues Cardoso foi solta na manhã de quinta-feira (14)
CMU/Divulgação
A ex-vereadora de Uberlândia Pâmela Volp Rodrigues Cardoso foi absolvida na quarta-feira (3) das acusações de tráfico de drogas e associação para o tráfico. Segundo a denúncia do Ministério Público de Minas Gerais (MPMG), o então noivo dela, Marlon Francisco Pires, levava maconha para a penitenciária Professor Pimenta da Veiga escondida nas partes íntimas, onde Pâmela e Roger Bernardes de Freitas seriam responsáveis pela comercialização da droga.
A acusação apontava que a dupla cobrava R$ 500 por 0,5 grama de maconha dentro da unidade prisional. Contudo, a juíza Ana Régia Santos Chagas concluiu que as provas eram frágeis, inconsistentes e insuficientes para comprovar os crimes imputados aos acusados.
✅ Clique aqui para seguir o canal do g1 Triângulo no WhatsApp
Marlon e Roger também foram absolvidos das acusações.
Na sentença, a juíza destacou que nenhuma droga foi apreendida durante a investigação ou ao longo da instrução processual e que não foram apresentados laudos periciais que confirmassem a existência do entorpecente.
A juíza também observou que testemunhas ouvidas não confirmaram as acusações feitas durante a fase de investigação, enfraquecendo as provas apresentadas pela acusação.
Diante da ausência de provas, a magistrada julgou improcedente a ação penal e absolveu os três acusados das imputações de tráfico de drogas e associação para o tráfico. Além disso, nas alegações finais, o próprio Ministério Público pediu a absolvição dos acusados.
Em nota, a advogada de Pâmela, Fabiane Martins, afirmou que recebeu a decisão com satisfação e destacou que a absolvição confirma a falta de provas para sustentar as acusações. Leia a nota completa abaixo.
O g1 questionou a Defensoria Pública, que representa Marlon e Roger, sobre a absolvição e aguarda resposta.
Prisão domiciliar
Pâmela Volp foi solta na manhã de 14 de maio e passou a cumprir prisão domiciliar com monitoração eletrônica, conforme informou a Secretaria de Estado de Justiça e Segurança Pública (Sejusp).
Segundo a direção do presídio, a medida foi autorizada pela Justiça por questões de saúde e terá duração de 30 dias.
Em nota o Tribunal de Justiça de Minas Gerais (TJMG) informou que a execução de pena de Pâmela Volp tramita sob segredo de justiça. Por esse motivo, não é possível o repasse de mais informações.
LEIA TAMBÉM:
TJMG mantém condenação de Pâmela Volp após tecnologia comprovar rota de carro usado no crime
Presa há 4 anos, ex-vereadora de Uberlândia, Pâmela Volp já soma mais de cinco décadas em penas por exploração sexual, tortura e lavagem de dinheiro
Pâmela Volp é absolvida em processo de notas fiscais falsas por falta de provas
Histórico do caso
Presa há mais de quatro anos, desde novembro de 2021, Pâmela Volp é ex-vereadora de Uberlândia e ficou conhecida após ser alvo da Operação Libertas, conduzida pelo Ministério Público de Minas Gerais (MPMG).
Ela foi apontada como líder de uma organização criminosa que, segundo as investigações, atuou por mais de 30 anos na cidade e em outros estados. O grupo explorava sexualmente, principalmente, travestis e mulheres trans em situação de vulnerabilidade.
As denúncias reunidas ao longo das investigações incluem exploração sexual, tortura, extorsão, lavagem de dinheiro e realização de cirurgias clandestinas, além de relatos de violência sistemática contra vítimas.
Segundo o MPMG, as condenações atribuídas a Pâmela somam mais de 50 anos de prisão. A defesa, no entanto, sustentou que nem todos os processos têm decisão definitiva e que parte das penas ainda não foi unificada.
A própria defesa já afirmou anteriormente que a ex-vereadora seria uma “presa tecnicamente provisória”, o que poderia influenciar decisões judiciais sobre a forma de cumprimento das medidas cautelares.
O que disse a defesa de Pâmela
"A defesa da sra. Pâmela Volp Rodrigues Cardoso vem a público manifestar seu contentamento na absolvição das acusações que lhe foram imputadas de tráfico de drogas e associação para o tráfico pelo GAECO de Uberlândia/MG.
Os supostos crimes haviam sido cometidos dentro da Penitenciária Professor Pimenta da Veiga e foram denunciados pelo Ministério Público sem qualquer prova da materialidade (apreensão de drogas), mesmo passando por rigorosa segurança dentro da unidade prisional. Foram crimes infamantes, baseados em fofocas e perseguições.
A presunção de inocência é um fundamento do nosso Estado Democrático de Direito, assim como a liberdade de imprensa, e deve ser respeitada!"
ASSISTA TAMBÉM: Pâmela Volp é condenada por ser mandante de tentativa de homicídio contra detento
Pâmela Volp é condenada por ser mandante de tentativa de homicídio contra detento
VÍDEOS: veja tudo sobre o Triângulo, Alto Paranaíba e Noroeste de Minas